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sábado, 14 de novembro de 2015

Entrevista com Eric Peterson, guitarrista do Testament: a loucura dos fãs nos faz tocar ainda melhor


O que acontece quando duas bandas ícones do Heavy Metal se encontram? Suspeitamos que uma completa destruição, mas o público de sete cidades brasileiras, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Rio, SP e BH (na verdade, mais cidades ainda, por causa das excursões) terão certeza a partir deste final de semana quando o TESTAMENT e o CANNIBAL CORPSE chegam para percorrer boa parte do país em shows imperdíveis. Conversei com Eric Peterson, guitarrista fundador da banda sobre essa turnê e outros assuntos. Ele disse querer receber indicações de boas bandas brasileiras, mas, sobre o nome do novo álbum do TESTAMENT... Confira a conversa na íntegra logo abaixo.



Eric Peterson no Tuska Open Air 2013 - Imagem: Wikipedia

Daniel Tavares: Como você está, Eric?

Eric Peterson: Eu estou bem. Como você vai?

Daniel Tavares: Bem também. É um prazer falar contigo. Eu vou ver vocês neste domingo em Fortaleza.

Eric Peterson: Bom.

Daniel Tavares: Todo mundo em Fortaleza (e no Brasil) está esperando muito por este show. Então, vocês estão vindo outra vez para a América do Sul para uma turnê com o CANNIBAL CORPSE. O que os fãs do TESTAMENT podem esperar destes shows?

Eric Peterson: Nós já estivemos em turnê por algum tempo divulgando o último álbum, enquanto nos engajamos na gravação do novo álbum. Vamos tocar um set muito legal, nós estamos muito excitados, estamos na verdade adicionando quatro novas canções. Não novas, mas canções que não temos tocado por uns dez anos. Então teremos algumas canções que vão ser diferentes do set do DVD e estamos muito excitados com isso.

Daniel Tavares: Isso é bom de se saber. E o que você mais gosta no Brasil, que boas lembranças você tem do nosso país?

Eric Peterson: Minhas memórias? Ah, em primeiro lugar, as churrascarias do Brasil são realmente boas. Isto é uma coisa que nós vamos procurar de novo. Comida muito, muito boa. Os fãs também são maravilhosos. Eu acho que existe muita paixão no público, nos fãs na América do Sul, particularmente no Brasil. Os fãs tem uma paixão pelo metal. Provavelmente do que em qualquer outro lugar, eu acho. O TESTAMENT está na ativa por muito tempo, então temos um setlist realmente bem abrangente para todo mundo e vamos tocar muita coisa do primeiro álbum, do último álbum e estamos muito excitados com isso. Estamos excitados em ir tocar para as multidões brasileiras. Não temos estado aí por um tempo.



Daniel Tavares: Esta será a primeira vez em cidades como Recife (a cidade que vai abrir a turnê) e Fortaleza (onde eu vou assistir vocês). Você fica feliz em visitar mais cidades em nosso país e fazer uma turnê mais extensa do que a que fizeram antes?

Eric Peterson: Sim, definitivamente. Eu acho que esta é a primeira vez que vamos conseguir passar um pouco mais de tempo no Brasil. Eu não estou certo se vamos ter todos os shows um atrás do outro. Eu espero que tenhamos uns dias de folga para passear e relaxar nas cidades, visitar alguns locais nas cidades um pouco. Fazer mais shows é realmente maneiro. Nós usualmente só tocamos em São Paulo e no Rio, agora temos outros shows.

Daniel Tavares: Sim, é mesmo. E vocês são ícones no Thrash Metal. O CANNIBAL CORPSE são, da mesma forma, icônicos no Death Metal. E vocês vão fazer a turnê juntos. O que você pode nos contar sobre fazer esta turnê com eles, com o CANNIBAL CORPSE?

Eric Peterson: Bem, vai ser a primeira vez que nós fazemos uma turnê com eles. Nós conhecemos os caras do CANNIBAL CORPSE, já nos divertimos juntos, eu acho que a música deles é incrível. Eu acho que é uma combinação realmente muito boa. Para os fãs de metal será uma noite muito boa de metal, com certeza. Eu acho que as duas bandas combinadas são um bom pacote. Todas as vezes que viemos para a América do Sul tocamos com bandas locais, o que é legal, mas dessa vez estamos dando à multidão mais razões para vir ver o show.



Daniel Tavares: Será bem legal. Eu não tenho visto canções do "Low", do "Demonic" e do "Ritual" nos setlists nos últimos dias. Existe alguma razão pra isso além da ausência do Alex Skolnick nestes álbuns?

Eric Peterson: [Risos]. Sim. Desta vez, nós vamos tocar muito mais canções do "The Gathering", vamos tocar uma canção do "Low" agora, não vamos tocar nada do "Demonic". Com esperança nós vamos tocar algo do "Demonic" da próxima vez. Eu tentei fazer isso acontecer, mas as pessoas não queriam fazer isso. Então, nós trabalhamos em colocar algumas canções no setlist, algumas do "Low", algumas do "Gathering", no novo estilo do TESTAMENT e, claro, tudo do catálogo mais antigo, algumas canções famosas que nós temos e também canções dos últimos dois discos que fizemos.

Daniel Tavares: E como você vê a nova cena do Thrash Metal, algo como o revival da Bay Area, bandas como HAVOC tentando trazer de volta aquela energia que bandas como EXODUS, METALLICA e TESTAMENT tinham nos anos 80?

Eric Peterson: Você está falando de alguma banda nova específica?

Daniel Tavares: Não exatamente uma banda em específico. HAVOC foi a primeira que me veio à mente.

Eric Peterson: Se você está me perguntando sobre o que eu acho das bandas mais novas, eu não tenho ouvido nada. Eu sei que este tipo de música que nós fizemos tem uma segunda fase, onde muitas pessoas mais jovens estão entrando no Thrash Metal e está ficando meio que legal de novo, eu acho. Pra mim é sempre legal. É o que eu faço. Mas me parece ser, tipo, o comparecimento aos shows parece ter aumentado, muito mais pessoas tem vindo ver esse tipo de bandas e isso é muito legal.

Daniel Tavares: Ok. E como estão os planos para o seu próximo álbum, o sucessor de "Dark Roots of Earth"?

Eric Peterson: Oh, estão ficando muito bons. Eu estou excitado para fazer um novo álbum. Não existe descanso no TESTAMENT, então eu acho que o novo álbum vai ser mais pesado, um pouco mais rápido, um pouco mais melódico...Definitivamente vai ser um pouco mais como o "The Gathering". Mas vai ser bem único. O novo material vai ser bem único.

Daniel Tavares: Vocês já tem um nome?
Eric Peterson: Se eu tenho um nome?

Daniel Tavares: E pode nos dizer?

Eric Peterson: Sim, nós já temos um nome. Não, eu não posso te dizer. [risos]





Eric Peterson: Ok. Sem problema. E sobre o DRAGONLORD? Existe algum plano para alguma turnê ou um novo álbum no futuro próximo?

Daniel Tavares: Sim, o DRAGONLORD está gravando um novo álbum e o TESTAMENT ocupou o espaço o pouco, mas o novo álbum vai estar pronto no começo do próximo ano e vai se chamar "Dominium". Esse álbum vai ser muito legal e eu estou excitado com ele também. E não podemos esperar para terminá-lo e tocar. Faz um longo tempo e estamos excitados para sair e tocar para os fãs brasileiros.

Daniel Tavares: O Chuck Billy enfrentou um câncer alguns anos atrás. O mesmo aconteceu com o Bruce Dickinson. Felizmente, ambos os vocalistas estão bem e tem entregado boa música desde então. Como você encarou as notícias sobre a doença de Chuck naquela época? E as terapias nativas a que ele se submeteu tiveram alguma influência nas canções do "Dark Roots of Earth"?

Eric Peterson: Oh, sim. Aquilo foi muito surreal. Não parecia de verdade até que eu o vi e ele estava indo à quimioterapia e passando por todos os efeitos. Mas ele ficou melhor e quando eu falei com ele e ele disse para não me preocupar, que ele iria derrotar aquilo. E ele ganhou meio que tão rápido, sabe. É uma situação realmente muito louca. Ninguém pode mesmo entender o que é a não ser que passe por isso.

Daniel Tavares: Chuck disse em uma entrevista que se submeteu a algumas terapias nativas, indígenas, com alguns xamãs. Isso teve alguma influência em alguma canção do TESTAMENT que vocês lançaram depois disso?

Eric Peterson: Definitivamente. Toda essa situação eu acho que foi uma coisa que mudou a vida do Chuck e sua forma de pensar. Isso trouxe muita coisa de sua herança indígena, eu acho, especialmente na canção "Native Blood". Eu acho que essa é, tipo, a sua forma de responder ao que ele pensa sobre si mesmo e sobre sua gente.

Daniel Tavares: Eu sempre pergunto esta canção para todos os meus entrevistados. Existe algum artista brasileiro que você goste, que você escute em sua casa, ou que tenha tido alguma influência no seu estilo de tocar ou na sua música?

Eric Peterson: Você quer que eu te diga meus artistas favoritos?
Daniel Tavares: Os artistas brasileiros favoritos.

Eric Peterson: Oh, artistas brasileiros. Olha eu não sou muito ligado nos artistas brasileiros. Eu sei, claro, do SEPULTURA. Eles são famosos. Eu ainda escuto os discos deles. Tem uns outros caras que são muito bons, mas não estou bem certo sobre o nome deles. Talvez você possa me dizer o nome de algum artista brasileiro.

Daniel Tavares: Você pode procurar pelo KORZUS quando estiver aqui. E em Fortaleza vocês vão dividir o palco com o FACADA, que é uma banda de grind core, e com o ENCÉFALO, que é thrash/death. Eu vou dizer pra eles pra te entregarem um álbum quando você estiver aqui.

Eric Peterson: Oh, eu amaria.



Daniel Tavares: Estamos chegando ao final da entrevista. Eu gostaria de te dizer para aproveitar seu tempo aqui. E se você tiver um tempo, eu recomendo que vá à praia em Fortaleza ou Recife. Você poderia deixar uma mensagem para todos os seus fãs no Brasil, principalmente para os que vão te ouvir na Metal Militia Web Radio ou ler no Whiplash.net e, claro, vão comparecer a algum dos seus shows.

Eric Peterson: Estamos tão excitados em vir tocar pra vocês, caras. Já faz um bom tempo e nós não vemos a hora de tocar pra vocês, ver a loucura dos fãs, que gostam muito desse tipo de música e nos fazem tocar ainda melhor. Não podemos esperar para chegar aí e tocar.



A primeira parada do TESTAMENT com CANNIBAL CORPSE é dia 14, sábado, na primeira edição do Hellcifest, no Clube Português, na Capital Pernambucana. No dia seguinte, é a vez dos cearenses terem o seu show mais mais esperado do ano, no Complexo Armazém. Dois dias depois, do outro lado do país, os gauchos vão conferir a boa briga das duas bandas no Opinião. De lá, elas seguem para Curitiba, dia 18, no Music Hall e fazem mais um final de semana de caos completo passando pela Cidade Maravilhosa na sexta (20, Circo Voador), detonando no Carioca, na capital paulista no sábado, 21, e encerrando a parte brasileira da turnê em Belo Horizonte, no Music Hall. De lá, Buenos Aires, Santiago, Lima, Bogotá, San José, Cidade do México, Guadalajara e voltam para suas casas.


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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Entrevista Executer: Será insano poder tocar aí pra vocês


A banda EXECUTER, de Amparo, interior de São Paulo, estará de visita no Nordeste neste final de semana. Mas os quatro paulistas não vão curtir férias não. Juca, Paulo, Elias e Béba visitarão Fortaleza e Natal com a tarefa de moer pescoços e contorcer colunas em dois shows ao lado dos também paulistas MADDOG. Conversamos com Juca Garcia, vocalista do EXECUTER, sobre a expectativa para os shows no Nordeste, como chegar aos trinta anos de uma banda de metal e ainda ficamos sabendo de segredos hilários dos shows que o quarteto fez na Europa. Você confere a conversa na íntegra logo abaixo.



Rock CE: Vocês vão fazer shows neste final de semana em Natal e Fortaleza. Quais as expectativas para estes shows? E o que os fãs vão poder esperar dos shows?

Juca Garcia: Primeiro, obrigado por mais uma oportunidade de estarmos expondo aqui nossas ideias e mostrar um pouco mais o que é o EXECUTER. Nossas expectativas são as melhores. Fizemos shows aí no Nordeste em 2005 e nunca mais voltamos. Desde então lançamos bons trabalhos e os bangers dai sempre nos cobram por shows ai. Tenho certeza que vão ser fudidos!!!

Rock CE: A banda Maddog também vai participar do show em Fortaleza (não estou certo se também em Natal). O que vocês podem falar sobre seus colegas (principalmente, claro, sobre o som deles)?

Juca Garcia: Na verdade, tocamos juntos uma vez só em Sta Isabel/SP. Me lembro que foi um show super legal, mas não temos contato com eles. Não tenho mais detalhes, mas vai ser muito legal dividir o palco com eles e com as demais bandas locais.

Rock CE: É verdade que vocês já estão planejando um disco novo, que deve sair comemorando os trinta anos de banda?

Juca Garcia: Sim, já estão rolando ensaios pra compor os novos sons. Ainda estamos em fase de experimentos , mas até 2017, quando vamos completar 30 anos já vamos estar com o disco pronto.

Rock CE: Por falar nisso, completar 30 anos não é para qualquer banda. Como vocês tem visto as mudanças que ocorreram no cenário nestas três décadas, desde a diferença entre as mídias (somos do tempo em que trocávamos fitas cassete, hoje a galerinha nem armazena mais MP3, usando muito mais os serviços de Streaming) ate a explosão de shows internacionais em todo o Brasil, a influencia do Rock In Rio, etc.

Juca Garcia: Tudo mudou nesses 30 anos. Como você disse antes era tudo diferente. Muita coisa mudou pra melhor, muitas pioraram e muitas continuam na mesma merda. O que eu acho legal foi esse revival thrash que trouxe muitas bandas novas boas. A volta do vinil veio com força, e esse é o jeito de ser ter material hoje. Sorte daqueles que mantiveram suas coleções. A verdade é que capengando ou não o metal ainda esta vivo!!!

Rock CE: Mudanças na formação são normais. Apesar de que vocês passaram por um longo período de hiato, como conseguiram manter a mesma formação (Juca, Elias, Paulo e Béba) até hoje?

Juca Garcia: Somos de uma cidade pequena, onde, naquela época que paramos, não tínhamos opções de músicos pra tentar mudar. Então ficamos parados por 10 anos e conversamo e vimos que era a hora de voltar. Voltamos com a mesma formação e estamos ai ate hoje. Pra nos, pessoalmente é uma marca legal, vamos fazer de tudo pra chegarmos nesses 30 anos intactos.

Rock CE: Recentemente vocês fizeram uma turnê na Europa, como foi?

Juca Garcia: Foi do caralho, foi um grande sonho realizado. Os shows foram insanos, fizemos muitas amizades. Bebemos pra caralho, curtimos, foi tudo que uma banda espera de melhor. Não vemos a hora de voltarmos pra Europa pra mais shows.

Rock CE: Ha casos curiosos, engraçados ou ate mesmo vexatórios que vocês gostariam de compartilhar conosco?

Juca Garcia: Na própria tour da Europa, como a gente ficou 33 dias juntos, rolou uns stresses entre a gente. Demos uns vexames nas ruas, coisa de brasileiro doido, mas logo em seguida já tava tudo de boa. Teve um dia que eu chapei la também, caguei na rua e deixei minha cueca numa cidade da Bélgica. Isso eu jamais vou me esquecer... [risos]



Rock CE: E sobre o "Hellyday", como tem sido a aceitação do álbum, o que tem achado da recepção a ele tanto por parte dos fãs como da mídia especializada?

Juca Garcia: A aceitação foi muito boa. Ganhamos varias notas 10 de sites especializados e revistas. O nosso publico e aqueles que compraram e não conheciam, todos gostaram muito, foi um álbum feito com muita garra e tempo, fizemos os sons e a capa como a gente queira. Ai o resultado não poderia ser diferente.

Rock CE: E sobre a cena nordestina, em especial a cearense. Existe alguma banda do Ceará que vocês conheçam e curtam ou ate mesmo tenha tido alguma influencia no som de vocês.

Juca Garcia: Cara conheço algumas bandas do Nordeste, como HEADHUNTER DC que acho uma das mais fudidas de death do Brasil, MEGAHERTZ já tocamos muito tempo atrás... MYSTFIER... mas daí do Ceará não me lembro no momento de alguma que eu conheça.

Rock CE: Amigos, obrigado pela oportunidade. Eu gostaria que vocês deixassem sua mensagem convidando os headbangers de Fortaleza para o seu show.


Juca Garcia: Obrigado mais uma vez pela oportunidade, e quero aproveitar e convidar a todos os bangers do Ceará pra esse show que vamos fazer ao lado do MADDOG e das bandas locais. Será insano poder tocar aí pra vocês e mostrar nosso real thrash!!!!!



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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Anathema: Vincent Cavanagh ansioso para tocar novamente no Brasil



A banda inglesa Anathema, um dos ícones do doom/pop metal mundial, está prestes a retornar ao Brasil para três importantes apresentações. Os shows fazem parte da aclamada turnê mundial do álbum Distant Satellites. Em Porto Alegre, o grupo ganha reforço do não menos renomado Paradise Lost, que divulga o recém-lançado e elogiado The Plague Within. A apresentação ocorrerá dia 7 de setembro (segunda-feira, feriado), no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834), às 19h. Mais informações no link http://goo.gl/noGnBC.
Visando promover as exibições pelo país, Vincent Cavanagh, líder do Anathema, concedeu entrevista ao Heavy World e confessou que não vê a hora de tocar novamente em solo brasileiro.
“Estou muito ansioso para os shows que estão por vir. Há algo na cultura brasileira que aprendi é que todos sorriem muito e se divertem muito. Espero que isso aconteça em nossos shows. Por favor, nos tragam algumas coisas brasileiras, seria muito legal, pois nós adoramos presentes!”, declarou o artista.
Confira o bate-papo na integra em http://heavyworld.com.br/noticias/entrevista-exclusiva-com-anathema/.

ANATHEMA e PARADISE LOST
Local
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Classificação etária:
14 anos
Quando
7 de setembro (feriado), segunda-feira, 20h
Cronograma
19h – abertura da casa
20h – PARADISE LOST
22h – ANATHEMA
Ingressos
Meia-Entrada:
R$ 120,00
*Disponível para classe estudantil, classe trabalhadora, idosos ou doadores de 1kg de alimento não-perecível.

Inteira:
R$ 240,00
Promocional:
R$ 140,00 (disponível por tempo limitado)
HotPass
R$ 40,00
Pontos de venda:
Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Informações
Abstratti Produtora
(51) 3026-3602
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Eventos Abstratti Produtora:
07/09 – Anathema & Paradise Lost – http://goo.gl/B0To6x
13/09 – All Time Low - http://goo.gl/MtG12H
29/09 – Nightwish – http://goo.gl/MiMX1I
06/10 – Blind Guardian – http://goo.gl/SM1Xx5
21/10 – Skillet – http://goo.gl/hgM6mG
10/11 – Pennywise e Face To Face – http://goo.gl/nUVZGu
15/12 – NOFX – http://goo.gl/S2gUa6

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sábado, 1 de agosto de 2015

Kiara Rocks: o retorno aos palcos, os fãs e os haters

Neste 02 de agosto acontece na capital paulista o tradicional festival SAMPA MUSIC FESTIVAL. Este ano, como atrações principais, o evento traz o FORFUN (em show de despedida), o GLORIA e a banda PEDRA LETÍCIA. Mais uma novidade é o retorno aos palcos do KIARA ROCKS. Conversamos com o vocalista Cadu Pelegrini sobre diversos assuntos, o retorno da banda, o novo CD, a apresentação no Rock In Rio 2013, a relação com fãs e haters e, claro, o show no SAMPA MUSIC FESTIVAL. Confira a conversa logo abaixo:




Daniel Tavares: Vocês fizeram a alegria de muitos fãs ao anunciar a volta. Como vai ser esse show no Sampa Music Festival? O que os fãs do KIARA ROCKS podem esperar?

CADU PELEGRINI: Estamos praticamente recomeçando do zero. Tratando tudo como novidade e a vontade de tocar tá explodindo. Tivemos a ajuda de fãs e amigos que sempre nos apoiaram, seja la quais foram as nossas decisões. Estamos em débito com eles e vamos pagar tudo com juros, rs.

Daniel Tavares: Vocês vem com uma nova formação. Se não me engano, apenas você, Cadu, continua na banda. É verdade? O que você pode nos contar dessa nova formação?

CADU PELEGRINI: Na verdade, o Bruninho (guitarrista) já fazia parte da ultima formação. E tivemos a volta do primeiro baterista da KIARA, digamos nosso Steven Adler, rs. Ele gravou o primeiro CD da banda e participou do inicio de tudo na banda. Portanto, na verdade, a única "novidade" na formação é o Raul que eu e Greg já conhecíamos há muitos anos quando a gente trabalhava vendendo instrumentos musicais na Teodoro Sampaio. A formação está sensacional. Os ensaios são divertidos e todos estão loucos pra tocar.



Daniel Tavares: E o projeto Storm Sons, como fica?

CADU PELEGRINI: StormSons é um projeto bem diferente da KIARA ROCKS. Tem uma temática mais densa e obscura e canto em inglês. Eu sempre tive outros projetos junto com a KIARA ROCKS.

É bem legal poder abordar outros temas em letras e tipo de som, afinações e etc... Aliás acabamos de lançar um clipe. a musica se chama “Hollow Man”.

Daniel Tavares: O nome da banda é bem incomum (se é que existe algum nome de banda de rock que seja comum). De onde vem esse nome? Além disso, você canta com um certo sotaque, como se fosse um gringo cantando em português. Isso é intencional? Você acha que isso atrai mais fãs ou haters?

CADU PELEGRINI: Quanto mais pessoas te admiram, ao mesmo tempo mais pessoas também te odeiam. Isso é normal. Não sei ao certo se meu jeito de cantar atrai haters. Haters é algo complicado de se discutir. Ao mesmo tempo que eles são chatos, são necessários, rs.

O nome KIARA ROCKS veio de um desejo de montar uma banda com nome próprio feminino. Sei la. Eu acho bonito. Depois de vários nomes, chegamos em um que todos gostaram. KIARA.

Fui pesquisar e descobri que pela pronúncia, não grafia, KIARA significava claro em italiano e escuro em japonês. Isso me fez gostar mais ainda do nome porque remetia muito sobre oque eu cantava e essa ambiguidade como claro/escuro, bem/mal e etc... sempre me chamou a atenção.

Quanto a meu jeito de cantar, realmente você sacou... não é proposital.

Mas eu realmente componho antes em inglês as musicas e depois passo para o português.

Talvez esse "jeito" de cantar fique mais evidente quando deixo claro minhas influencias quando componho e canto ao vivo.

Daniel Tavares: Vocês apareceram para o Brasil inteiro primeiro no Astros, mas o sucesso demorou um pouco mais para chegar. Não foram como uma Malta (só para citar um exemplo), que teve um sucesso estrondoso e caiu bastante. O sucesso veio mais tarde, com o Rock In Rio e muito trabalho duro. O que vocês acham hoje dos reality shows musicais como o Superstars (que perdeu muita credibilidade depois das gafes com playback), The Voice e o próprio Astros?

CADU PELEGRINI: Acho totalmente válido. O alcance que estes programas tem é muito grande, se você for lá e fazer oque realmente gosta, sendo de verdade. Mas se for pra interpretar personagem ou mudar o som e atitude da banda pra "TV" não concordo. É um tema muito abrangente. Difícil de debater assim. Quem não concorda ou não acha que vale a pena é só não participar... Uma coisa que não concordo é usar esses programas pra ditar as novas revelações do rock. Tem MUITAS bandas boas no Brasil, que você precisa apenas ir num show pra conhecer e se impressionar do que simplesmente ligar a TV e achar que só aquilo que é novo ou bom. Os programas se preocupam com a audiência enquanto ele está no ar. Depois... não sei se as bandas ou cantor interessam pra eles fora da temporada que ele está no ar... entenderam?

Daniel Tavares: O Rock In Rio também fez crescer o número de haters. E vocês sabem disso. Vocês
não foram a primeira banda hostilizada em um festival nem serão a última. Vocês abriram para ninguém menos que o SLAYER. Eu estive no show em São Paulo que também teve SLAYER e IRON MAIDEN e muita gente não via a hora do show do GHOST (primeira banda da noite) acabar. Apesar disso, os suecos são vistos como o que melhor apareceu no metal nos últimos anos. O Kiko Loureiro contou em uma palestra que assisti que quando o ANGRA abriu pro AC/DC ele só conseguia ver dedos do meio na plateia. E hoje o ANGRA é o que é o ANGRA. O BLACK VEIL BRIDES chegou a abandonar o palco no Monsters of Rock este ano, hostilizado e vaiado pelos fãs do MOTORHEAD. Mal sabiam todos que o próprio destino vingaria os fãs do BVB. Em 2011, o GLORIA (que vai dividir o palco com vocês no SMF) esteve também na boca dos haters. Por que você acha que existe tanta hostilidade no metal? Não deveríamos concentrar toda a nossa raiva contra esses estilos ditos universitários (forró, sertanejo, etc)?

CADU PELEGRINI: Meio difícil eu responder essa pergunta, porque não fomos hora alguma hostilizados. Não jogaram nada no palco, não rolaram dedos do meio... pelo contrario. Rolou um respeito que fiquei impressionado. Gritaram o nome da banda em coro logo após um silencio que tem no meio de uma de nossas musicas! Nos acompanharam nas palmas em musicas que nunca tinham escutado antes. Como eu disse: quanto mais em evidencia você estiver, mais gente te odiando também vai ter... Com a gente oque aconteceu foi o pós show. Aqueles que acabam de conhecer e que já possuem um certo preconceito pela banda ser nacional. Ou os que simplesmente não gostaram do show. Normal. Estranho seria uma banda que não possui haters.

Foda são os que querem prejudicar seu trabalho... complicado. Eu acho esse tipo de coisa que aconteceu com essas bandas uma falta de respeito muito grande e desnecessária. Mas acho que de acordo com a evolução isso deve diminuir. Espero... Fui no Download festival em Donington e presenciei um respeito muito grande em se tratando de diversidade de estilos num mesmo festival. desde hardcore tocando antes de screamo, stoners antes de thrash metal e todo mundo curtindo, respeitando e se não curtia a banda, simplesmente saía e ia atras de outro show ou sei la o que. Quanto aos outros estilos, eles nunca me incomodaram, porque quem curte rock são os que interessam não é mesmo? Se achar que esses estilos são concorrentes ou que estão tomando seu espaço, então tem coisa errada com seu público. Acho mesmo que é deveríamos usar de exemplo essa união que existe entre músicos e bandas desses estilos que tanto odiamos e fazer o mesmo com o rock e metal. Isso sim.

Daniel Tavares: Muito das críticas vem do número de covers que vocês apresentaram (4 em um total de 11 músicas) no RIR. Ao invés de todas essas covers (com músicas que já são hard rock ou metal), ou menos (uma vez que vocês já tinham convidado o PAUL DI'ANNO), vocês chegaram a cogitar tocar "Save A Prayer" (que já era boa, mas na interpretação de vocês ficou magistral e deveria ser mais conhecida)? Acham que a divisão entre fãs e haters teria outras proporções?

CADU PELEGRINI: Hater não procura proporções de cover/autoral pra odiar, rs. Se tocássemos só as nossas composições eles iriam achar algo pra odiar. Se tocássemos só covers eles também achariam algo pra odiar. Agradeço o elogio pela nossa versao de “Save a Prayer”. Mas quando PAUL DI ANNO aceito nosso convite, ele realmente já tinha aquelas musicas em mente. Fizemos apenas um ensaio. É tudo muito corrido e com tempo escasso. Ele não teria tempo de tirar versões ou mesmo que tivesse não sei se se empenharia...rs. É o PAUL DI ANNO cacete! rs. Claro que seria perfeito se ele cantasse nossas musicas. Isso seria muito foda. Mas, cantamos em português. Sacaram a limitação? impossível fazer ele cantar em português ou então a gente passar nossas musicas pro inglês... Pra termos ele participando do nosso show precisava ser aquelas musicas.



Daniel Tavares: No caso que já citei, do BLACK VEIL BRIDES, muita gente afirma que eles foram colocados na programação no dia errado (ou pelo menos no horário errado). Se tivessem tocado no domingo (dia do KISS, STEEL PANTHER, etc) talvez tivessem sido melhor recebidos. E você, se pudesse escolher, gostaria de ter tocado no domingo (dia do BON JOVI) ao invés do dia do SLAYER/MAIDEN?

CADU PELEGRINI: Eu não mudaria nada em relação a nossa participação no Rock in Rio. Com a gente nada vem fácil, rs. Claro que teríamos que Sair da zona de conforto e enfrentar o desafio de abrir pra banda mais pesada da noite. O convite veio do próprio Medina. Como dizer não pra um convite desses?? Era a oportunidade das nossas vidas e não tínhamos como escolher o dia...

Daniel Tavares: De volta para o futuro, vocês vão lançar dois singles no festival. E quando deve sair o novo CD? Vai mesmo ser só em inglês?

CADU PELEGRINI: No festival ainda não :/

Estamos trabalhando muito nas musicas novas e vamos e lançar junto com o clipe. O CD novo vem na sequencia. A proposta vem como digamos... uma volta as raízes. No caso, ao hard rock. A volta do primeiro batera ao line up ajudou nesse resgate ao estilo.

Daniel Tavares: Um dos fãs de vocês chama-se Wilker Girão. Ele mora em Fortaleza (onde eu também moro) e gostaria de saber se vocês tem vontade de fazer uma turnê pelo Nordeste (principalmente em Fortaleza), pois há alguns anos um show do KIARA foi confirmado, mas cancelado de última hora. Falando de turnês, quais os planos depois do Sampa Music Festival?

CADU PELEGRINI: Queremos muito tocar em Fortaleza. Ficamos bem tristes quando esse show foi cancelado, pois sabemos que temos bastante fãs no Nordeste. Alias, um abraço especial pro Wilker!!! Estamos trabalhando pra tornar esse show possível o quanto antes.As turnes já estão sendo agendadas e voltaremos aos lugares que gostamos e sempre fomos muito bem recebidos.

Não vemos a hora de voltar pro Paraná! Curitiba, sendo mais exato. Galera muito rocker lá.

Daniel Tavares: Há comentários inclusive de que o Matt Sorum teria cogitado levar você para o VELVET REVOLVER. Já vi alguma coisa sobre isso, mas nunca vi ninguém perguntando se você realmente queria ir para o VR, então, faço essa pergunta agora. E aí, você queria tocar no VELVET REVOLVER?

CADU PELEGRINI: Mas claro que queria! Tocar ao lado dos meus maiores ídolos de longa data. Quem recusaria??? O convite realmente aconteceu mas de uma maneira nada formal. Foi apenas uma ideia do Matt. Que também conversou e falou a respeito de mim com os outros integrantes do VR. Foi algo surreal e sensacional ao mesmo tempo. Só de ele ter cogitado a ideia foi...

Daniel Tavares: Das outras bandas do Sampa Music Festival, quais você mais curte, qual tem alguma influência sobre o som que você faz?

CADU PELEGRINI: GLORIA é bem maneiro. Não temos influencia de bandas nacionais no nosso som. Apenas curtimos e admiramos o trabalho de muitas. Eu gosto desse tipo de festival justamente pra conhecer bandas novas. Estou indo mais cedo justamente pra conferir as novidades. Sempre tem coisa boa.

Daniel Tavares: Deixe a sua mensagem para os fãs do KIARA ROCKS, principalmente para aqueles vão para o Sampa Music Festival.

CADU PELEGRINI: É muito bom estar de volta a estrada e aos palcos. Nossos fãs são os melhores. Nunca nos abandonam, seja qual for nossa decisão. Estamos MUITO ansiosos pra tocar no Sampa Music Festival. É uma ótima oportunidade pra rever nossos fãs e também mostrar nosso som pra quem ainda não conhece. Muito obrigado a organização do SPMF pelo convite! Não vamos decepcionar.

Daniel Tavares: E para os haters? O que diz?

CADU PELEGRINI: Apenas... Nos deem a chance de mostrar nosso som e atitude. Às vezes você pode acabar mudando de ideia.

Daniel Tavares: Obrigado pela entrevista. Bom show. Um abraço e sucesso.

CADU PELEGRINI: Eu que agradeço!!! Abraço.


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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Mad Old Lady: Destaque na imprensa Argentina


A banda Mad Old Lady ganhou destaque na imprensa Argentina na divulgação do novo CD.
Convidada para um evento realizado em Buenos Aires (ARGENTINA) , o guitarrista Tiago de Moura, que representou a banda, foi entrevistado pela revista Soy Rock para falar do novo CD "Power Of Warrior"  e sobre a participação na abertura do combate de UFC de Emmanuel  Vallejos lutador de Kick Boxing e  fã da Mad Old Lady.

Veja matéria na íntegra neste link.

http://www.revistasoyrock.com/maxikiosco/3-x-1-mad-old-lady/

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Revista Rock Meeting Nº 69



Saudações amigos!


Mais uma edição da Rock Meeting acaba de ser lançada!

A grande novidade: Você pode ler a revista no nosso site!


                              # Nesta edição #

Capa: Project 46
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sexta-feira, 29 de maio de 2015

ENTREVISTA - Blackning: mais potência ao Thrash Metal nacional

Em 2013, dois colegas que tocaram na Postwar de Santo André (SP) se reuniram para uma nova empreitada; as primeiras ideias começaram com Elvis Santos (bateria) e Cléber Orsioli (guitarra, vocal) que, na época, aproveitou o momento de pausa da sua antiga banda, Andralls, para pôr em prática novas composições. O nosso entrevistado Francisco Stanich (baixo, backing vocal, ex – Woslom) se juntou à dupla resultando no lançamento de Order Of Chaos (2014). A partir daí, o trio chamado Blackning vem trabalhando incessantemente na divulgação de seu álbum que já coleciona ótimas resenhas em veículos especializados. Confira a nossa conversa.



Cléber e Elvis tocaram juntos no Postwar. Foi daí que surgiu a ideia de montar outra banda?
Francisco Stanich: A idéia de montar a Blackning veio quando o Andralls deu uma parada no final de 2013, o Cleber tinha algumas idéias e resolveu utilizar em uma nova banda. Por já se conhecerem e já terem tocado juntos na época do Postwar, Cleber o chamou para fazer parte e imediatamente começaram a trabalhar pesado nas composições das músicas. Quando entrei na banda, em Junho de 2014, as músicas estavam praticamente prontas faltando apenas finalizar alguns arranjos e letras.

A banda teria começado como projeto devido à participação de vocês em outros grupos mais difundidos no underground nacional?
F.S.: Na verdade a banda não começou como projeto, desde seu início o objetivo era de ser uma banda normal sem prazo de validade, não um projeto. Mesmo ainda estando no Andralls a idéia do Cléber era montar a banda pra ficar. O Elvis estava fora da cena Thrash fazia algum tempo, ele vinha trabalhando em outros projetos e eu só entrei após minha saída do Woslom. Na verdade os caras só me chamaram quando ficaram sabendo da minha saída da banda. Montamos a Blackning para ser nosso principal foco.

A saída de Cléber do Andralls aconteceu neste ano; a sua saída do Woslom se deu no ano passado. Como serão os trabalhos daqui por diante?
F.S.: Em nenhum momento as antigas bandas afetaram o ritmo de trabalho da Blackning. Como dito anteriormente, o Andralls estava parado e eu já tinha saído do Woslom quando entrei na Blackning. O que mudará, pelo menos na minha parte, é que para futuros trabalhos eu poderei ajudar mais ativamente no processo de composição junto com os caras, pois quando entrei na banda, grande parte das músicas estavam prontas e eles já estavam iniciando as gravações. Entrei nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (risos) e gravei o baixo das músicas com apenas algumas semanas de banda.

Ao término das gravações de Order Of Chaos, Cléber chegou a falar sobre algumas adaptações para um resultado ‘mais porrada’. Pode-nos dizer quais foram?
F.S.: A idéia sempre foi fazer músicas dentro do Thrash Metal –, é o que sabemos fazer, é o que sempre tocamos. Não tinha como fazer diferente. Mas queríamos algo com identidade própria, agressivo, direto e com pontos de melodias. Foi natural chegar neste resultado.



Como está a repercussão no exterior, já que o álbum também será lançado na Europa?
F.S.: Está indo muito bem! Acho que em Junho deste ano o álbum será lançado na Europa. Já estamos tendo um retorno muito positivo do pessoal de lá incluindo a mídia especializada com ótimas resenhas e entrevistas. E esperamos ir o mais rápido possível tocar por lá.

Como foi a participação de Fralda (ex – Ratos De Porão, Lobotomia) no videoclipe de Unleash Your Hell?
F.S.: Foi algo muito divertido de se fazer, foi meio que de última hora a sua participação, ele foi a convite do Jander Antunes (Live Rec.) responsável pela gravação, edicão e direção do clipe. O Fralda é um cara muito gente boa, divertido e realmente se entregou ao personagem que ele estava interpretando.

O primeiro vídeo extraído foi da canção que abre o álbum. Por que vocês escolheram Thy Will Be Done?
F.S.: Nós escolhemos a Thy Will Be Done como primeiro clipe pela sua energia e força e também por possuir todos os elementos apresentados ao longo do álbum, caracterizando bem a mensagem do disco.

Além das músicas dos clipes, qual outra composição você escolheria para uma primeira audição de Order Of Chaos?
F.S.: Eu gosto de todas as músicas, mas destacando algumas, eu escolheria a Death Row por ter partes rápidas e também o momento de maior melodia do álbum na hora do solo. Também escolho a Censored Season por ser uma música direta com um refrão bem forte e tendo uma característica diferente das outras músicas, ela tem partes cantadas em inglês e português.

Enquanto ao cover do Overdose no álbum? Por que decidiram fazer esta homenagem?
F.S.: Tirando que o Overdose é uma referência para todos nós, o Cleber e o Elvis já conheciam os caras do Overdose. O Cláudio David (guitarrista do Overdose) estava produzindo o material  do Postwar em 2008. Juntando estes fatores, foi decidido fazer uma versão para a faixa Children Of War por ser uma forma de homenagem e também por acharmos interessante tê-la em nosso primeiro álbum. Então entramos em contato com os caras e com total concessão do Overdose decidimos lançá-la junto às demais músicas.

Foto: Edu Lawless


Desejamos sucesso ao trio, obrigado por este momento. Pode fazer suas últimas considerações.

F.S.: Gostaria de agradecer pelo espaço cedido a nós, e para a galera que tiver interesse em adquirir o nosso material é só entrar no nosso site: www.blackning.com, por email: blackningthrash@gmail.com, pelo Facebook: www.facebook.com/blackningmetal, pelo perfil da gravadora Vingança Music: www.facebook.com/vingancamusic. Para a galera de São Paulo, o disco também está disponível para venda nas lojas da Galeria do Rock como na Die Hard e demais lojas e, em Santo André (ABC Paulista), na loja Metal CD's. Também está sendo vendido virtualmente no Itunes e outros sites de venda digital. Quem quiser conhecer e ouvir as músicas do Order Of Chaos é só acessar: www.youtube.com/blackningmetal, www.soundcloud.com/blackning ou através do nosso bandcamp: www.blackning.bandcamp.com/album/order-of-chaos. Todas as músicas estão disponíveis para audição. Grande Abraço!


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mad Old Lady: Entrevista para o Rock-CE

Eric Philipe

Primeiramente gostaria de agradecer pelo tempo cedido para responder a algumas perguntas a equipe do Blog Rock-CE. Kris

A primeira pergunta é baseada num curiosidade minha e acho que também dos fãs da banda. Mad Old Lady é apenas um nome que soa bem ou existe mesmo uma "Mad Old Lady"? 
OLA TUDO BEM ? COMECOU BEM , PARA NÓS BRASILEIROS O NOME SOA BEM , MAS A MAD OLD LADY TEM O SIGNIFICADO DA NOSSA PARTE LOUCA , CRIATIVA QUE ESTA ESCONDIDO EM CADA UM , CADA UM TEM A SUA VELHA LOUCA DENTRO DE SI . NÂO TEMOS ELA PERSONIFICADA   .... AINDA .

Em relação ao som da banda. Normalmente as bandas de Metal escolhem musicas para trabalhar peso e outras pra focar na melodia. 
SIM , NOSSO CASO AS MELODIAS FORAM FEITAS NO PIANO , OU SEJA , TODAS TEM MUITA MELODIA , A QUESTÃO DO PESO VEM NATURALMENTE PELA FORMA DE TOCAR .

No caso da Mad Old Lady é constante a mistura de peso melodia com vocais que chegam até próximo de algo gutural. 
VERDADE , GOSTAMOS MUITO DESTE FORMATO , ELE E DRAMATICO , EMPOLGANTE E NO SHOW CONSEGUIMOS  ESSA PERFORMANCE TAMBÉM .

De onde veio a influência desse som? 
SOMOS EM 6 MUSICOS DE DIFERENTES LOCAIS E IDADES , TIVEMOS INFLUÊNCIAS DIFERENTES DO ROCK , EU PARTICULARMENTE GOSTO DE MUSICA CLASSICA TAMBEM , TALVEZ ESTE MIX TENHA NOS LEVADO A ESTA SONORIDADE .

Vinicius Campos

A banda, que é relativamente nova, lançou em 2012 o CD "Viking Soul". Qual foi receptividade que o CD teve?
FOI MUITO BOA PARA NÃO DIZER SENSACIONAL , AS PESSOA NA MAIORIA BRASILEIRAS ENTENDERAM NOSSA PROPOSTA E RECEBEMOS MUITOS ELOGIOS E MUITOS AMIGOS SE JUNTARAM A BANDA NESTE PERIODO .

Vocês realizaram, inclusive, um show aqui em Fortaleza juntamente com o Angra. Qual a receptividade dos Fortalezenses em relação ao show de vocês? 
MARAVILHOSO , O CEARENSE RECEBE MUITO BEM AOS VISITANTES , DESDE O HOTEL AS PESSOAS NA RUA . NO SHOW CONVERSAM COM A BANDA , TIRAMOS FOTOS , BRINCADEIRAS , HOUVE UMA SINERGIA ENORME .

Mesmo lançando o CD "Viking Soul" em 2012,   vocês o regravaram e lançaram já nesse ano sob o nome de "Power Of Warrior". No estúdio europeu JailHouse Studios (onde foi gravado Keeper of The Seven Keys do Helloween1987-88).
SIM A INTERNACIONALIZAÇÃO DA BANDA PEDIA  PRODUTORES DE RENOMES (TOMMY HANSEN PRODUTOR DO CD E ERIC  PHILIPPR QUE ASSINA A CONCEPÇÃO DA ARTE DA CAPA DO CD QUE INCLUSIVE FEZ A MAIORIA DAS CAPAS DO IRON MAIDEN)  . A ESCOLHA DAS MESMAS MUSICAS FOI O FATO DE O MUNDO NÃO CONHECE-LAS E SERIA MUITO MAIS RAPIDO TAMBEM , PRECISÁVAMOS FAZER O TRABALHO EM ESPAÇO CURTO DE TEMPO .

O que levou a banda a regravar as faixas do CD anterior. Não ficaram satisfeitos com o resultado ou quiseram aproveitar toda a expertise quem um estúdio como esses traz?
SIM VOCÊ PERGUNTOU E JÁ RESPONDEU , FOI EXATAMENTE ISSO , GOSTÁVAMOS DAS MUSICAS , NÃO TÍNHAMOS TEMPO DE FAZER NOVAS COMPOSIÇÕES , PRECISÁVAMOS DE UM PRODUTOR DE RENOME .

O CD será lançado apenas no Brasil? 
O LANÇAMENTO INTERNACIONAL SERÁ EM FEVEREIRO , FALAMOS DE AMERICA LATINA , ESTADOS UNIDOS E TODA A EUROPA . ASIA AINDA EM NEGOCIAÇÃO.

Vinicius Campos


Pra banda qual foi a maior diferença entre as gravações de "Viking Soul" e "Power Of Warrior"? IMAGINA VOCÊ GRAVAR COM UM PRODUTOR DE RENOME , DOS SEUS 65 ANOS , QUE JÁ TOCOU COM DEEP PURPLE , GANHOU PREMIOS COM O HALLOWEN , EUROPEU NÓRDICO? NÃO BASTASSE ESTA PRESSÃO, ELE TE DÁ TRÊS CHANCES PARA ACERTAR O ARRANJO DURANTE A GRAVAÇÂO , SE NÃO CONSEGUIR ELE MUDA O ARRANJO , FOI FÁCIL ? A DIFERENÇA FOI A PRESSÃO IMPOSTA PELO PRODUTOR.

Agora para 2015 quais os planos para a divulgação do CD "Power Of Warrior"?
POSSIVELMENTE TEREMOS PRODUTOR E GRAVADORA NA AMERICA LATINA , TEREMOS OUTRO PRODUTOR E OUTRA GRAVADORA QUE FARÁ O TRABALHO NOS  USA E EUROPA , BRASIL JÁ ESTAMOS NO RJ E TENTAREMOS CHEGAR AO NORDESTE EM FEVEREIRO .

Existem planos para voltar a Fortaleza?
TODOS POSSIVEIS , ADORAMOS A CIDADE , ADORAMOS A RECEPTIVIDADE , O CHICO CARANGUEIJO , COM CERTEZA VOCÊS NÃO ESTARÃO LIVRES DE NÓS TÃO CEDO !

Deixe uma mensagem aos fãs da banda.
AGRADEÇO PRIMEIRAMENTE O ESPAÇO QUE NOS FOI CEDIDO , ENTENDEMOS O QUANTO É IMPORTANTE PARA NÓS , NOVAMENTE OBRIGADO . AOS FÃS,  DIZER MUITO OBRIGADO PELO APOIO , FIZEMOS UM TRABALHO VOLTADO PARA AGRADAR VOCÊS E IREMOS HONRAR AO MAXIMO O HEAVY METAL BRASILEIRO , GRANDE ABRAÇO DO PARRAS.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

HellArise: entrevista para a revista Roadie Crew


Uma das bandas mais queridas do Metal nacional, a paulista HELLARISE foi entrevistada pela revista Roadie Crew em sua edição 192, de janeiro de 2015.

Comandada pelo respeitado colaborador Leandro Nogueira Coppi, a vocalista Flávia Mornietári fala sobre a nova formação, a ótima recepção do EP ‘Functional Disorder’, a participação de Renato Canonico (Ancesttral) e, claro, dos planos para o novo álbum.

Para ler a entrevista completa, na seção Cenário, adquira a revista Roadie Crew nas bancas ou pelo site da publicação:www.roadiecrew.com.br

roadiecrew_janeiro2015

No final do ano passado foi lançado um novo lyric video para a música ‘More Than Alive’. A canção faz parte do mais recente EP, o amplamente elogiado ‘Functional Disorder’. Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=ogfADaOiVqM

‘Functional Disorder’ foi lançado em 2013 de forma virtual e colheu grandes resultados para a banda, como menções de melhor EP do ano, melhor vocalista e novamente colocou a HELLARISE como uma das revelações do cenário nacional.

Já a versão física do trabalho foi lançada com o apoio do público que doou quantias para que o projeto no site Catarse fosse aprovado.

Contato para shows e merchandise: contact@hellarise.com

Sites Relacionados:
www.hellarise.com
www.facebook.com/hellarise
www.metalmedia.com.br/hellarise

Fonte: Metal Media

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dave Lombardo: Não, eu não estou entrando no MEGADETH.

Dave Lombardo é um dos maiores e melhores bateristas do mundo. Seu trabalho ficou internacionalmente conhecido quando participou da formação mais clássica do SLAYER, mas não se resume a ele. FANTÔMAS, GRIP INC e, mais recentemente, o trio PHILM (com Francisco "Pancho" Tomaselli no baixo e Gerry Nestler, na guitarra e vocal). Em 8 de fevereiro o trio estará no Brasil para uma apresentação no Manifesto Bar, em São Paulo (detalhes no cartaz abaixo) e conseguimos conversar com ele sobre esta apresentação. Como seria impossível deixar de fazê-lo, tentamos extender o assunto ao SLAYER, mas o baterista foi enfático mais de uma vez: "eu não quero falar sobre isto". E sobre os boatos de que entraria na banda de seu xará Dave Mustaine, Lombardo também foi enfático:"Não, eu não vou entrar no MEGADETH". Confira abaixo esta entrevista exclusiva de DAVE LOMBARDO para o Whiplash.net

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Primeiro de tudo, cara, eu tenho que dizer que é um prazer falar contigo. Eu sou um fã do seu trabalho. Então esta não vai ser apenas a entrevista de um jornalista. Vai ser uma entrevista de um fã. Mas vamos falar do PHILM primeiro, que é a principal razão desta entrevista. O que nós podemos esperar deste show em fevereiro, no Manifesto Bar, em São Paulo.

Dave Lombardo: Bem, vocês podem esperar três músicos no palco tocando muito rock pra valer, tocando algumas canções de ambos os discos, com muita energia, muito poder por trás desta banda. Sabe, vai ser um bom show de hard e heavy.

Eu não sou de São Paulo, nem moro perto de São Paulo. Existe alguma chance de alguma outra cidade brasileira ser incluída mais tarde. Não nesta turnê, pois o show já vai ser em fevereiro, mas em alguma outra turnê futura?

Dave Lombardo: Eu espero que sim. Eu tenho falado com vários promotores e temos estado em contado, minha equipe tem estado em contato com alguns promotores obviamente no Brasil e isto pode ser o começo de mais shows que podem vir, não apenas no Brasil, mas possivelmente na América do Sul.

De onde vem esse nome PHILM, existe algum significado por trás dele? Parece filme, de cinema, mas também parece uma sigla.

Dave Lombardo: Bem, o significado, o simples significado por trás de PHILM é a música sendo interpretada de formas cinemática, muito como trilhas sonoras. Os músicos com quem toco são capazes de expressar diferentes estilos de música com seus instrumentos e, sabe, criar a química agradável para estilos de música que não são apenas metal ou não só rock,são estilos diferentes.

Eu soube que você tem trabalho no negócio de filmes recentemente também. Você pode nos dizer algo sobre isso?

Dave Lombardo: Sim, eu fiz algum trabalho. O PHILM teve a oportunidade de criar uma pequena trilha sonora para um desenho animado, que é um episódio piloto e não sabemos se vai sair, espero que saia em breve... e eu fiz um pouco de trabalho para um estúdio onde eu criei algumas partes para o compositor... e também trabalhei na sétima temporada de Californication. É realmente excitante trabalhar com este estilo.

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Você é certamente o membro mais famoso do PHILM, mas a música da banda não tem apenas um bom trabalho de bateria, mas também grandiosas linhas de baixo, solos de guitarra e interpretação vocal. Como vocês chegaram a esta formação?

Dave Lombardo: Quando eu encontrei o Gerry... eu conheço o Gerry desde 1995, então nós ficamos em contato e conheci o Pancho em um workshop de bateria e eu vinha tentando encontrar um baixista para a banda porque eu não podia encontrar o original, mas consegui contatar o Pancho e ele concordou em trabalhar conosco. E temos trabalhado desde então e tem sido positivo, com dois discos lançados, e há mais música que estamos criando neste momento.

O "Fire From Evening Sun" tem muitos estilos diferentes de música, inclusive incluindo um saxofone em duas canções. Eu não esperava por isso. Talvez ninguém esperasse. Eu acho que foi a mesma surpresa de quando eu ouvi "Money", do PINK FLOYD pela primeira vez. Eu acho que você está contente em usar o que quer que venha à sua mente na música que você está fazendo atualmente, estou certo?

Dave Lombardo: Sim, é liberdade de expressão, por assim dizer, é você não limitar a si mesmo de forma nenhuma. O que você está fazendo é adicionar mais à sua moldura, à sua arte. É frustante quando você só pode ir até alguns limites da música, sendo limitado.

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E como você tem visto a recepção ao "Fire From Evening Sun", tanto pela crítica quanto pelos fãs?

Dave Lombardo: Oh, tem sido recebido bem positivamente. Sabe, tem estado em muitas listas de lançamentos favoritos de 2014 de jornalistas, tem estado nas postagens. Tem havido uma resposta bem positiva ao álbum. Estamos muito felizes por ele, sabe. Nós estamos sempre tentando fazer as melhores peças de material que podemos, sabe. E quando ele é recebido bem, tem sido bom.

E quais são os próximos planos do PHILM, depois deste show?

Dave Lombardo: Depois do show, bem, eu acho que uma semana depois, uns doze anos depois para Nova York e pra região nordeste dos EUA, onde vamos fazer alguns shows em Nova York, Nova Jersey, Filadélfia e de lá para Europa. Vamos fazer uma turnê de três semanas na Europa, então, as coisas estão bem agitadas e nós estamos colhendo.

E sobre o GRIP INC.? Ainda há algum plano para esta banda?

Dave Lombardo: Não, não, esta banda morreu.

Você esteve recentemente no Brasil ano passado, você esteve esteve em vários workshops em várias cidades. Como foi essa turnê? Podemos esperar uma outra turnê como essa num futuro próximo?

Dave Lombardo: Sim, possivelmente. Eu prefiro sair em turnê com a banda ao invés de sozinho mas existe sempre a possibilidade de fazer novos workshops. Eu não vou parar totalmente com eles.

Você é uma influência para gerações de bateristas. E tendo estado em uma banda como o SLAYER, que é responsável não apenas por lançar clássicos, mas também por influenciar várias outras bandas. Depois do SLAYER, um número incontável de bandas apareceram com algo como um som de SLAYER. Como você se sente por ser a inspiração e motivação para legiões de músicos?

Dave Lombardo: Eu me sinto honrado, pra dizer o mínimo. Sabe, eu estou apenas fazendo o que amo, não apenas algo que aconteceu de eu ser Então eu acho que é algo que vem junto com o trabalho. Você tem que ser criativo e continuar fazendo o que você ama, então, você inspira as pessoas. Eu acho que é grandioso. Estou honrado.

E quais são as suas próprias influências? Existe algum artista cubano na lista?

Dave Lombardo: Eu ouço muitos tipos diferentes de músicas ao longo do dia, e muitos tipos de músicas me inspiram de maneiras diferentes. E há artistas por aí que são, sabe, melhores que outros e que eu gosto de ouvir, mas dizer qual em particular é realmente difícil. Eu acho que a questão é qual o tipo de jam eu gostaria de fazer em seguida, se é música latina, se é country, se é punk, ou jazz ou industrial. Esta é mais a questão, não apenas limitada a com quem eu gostaria de trabalhar.

E sobre o MEGADETH. Nós temos ouvido rumores que...

Dave Lombardo: Não, eu não estou entrando no MEGADETH.

Posso lhe perguntar quais as suas visões a respeito de religião, porque uma banda como o SLAYER tem canções como "Altar of Sacrifice". Quando eu era adolescente e ouvi "Altar of Sacrifice" pela primeira vez, não consegui dormir à noite. Você gostaria de falar sobre isso?

Dave Lombardo: Ah, sabe, este é um tópico difícil no mundo hoje em dia. Eu realmente não gosto de falar sobre isso. Eu sou uma pessoa espiritual, mas não me importo em seguir nenhuma em particular então, apenas, é o que é.

Eu não vou te perguntar sobre o que aconteceu em 2013 e como você deixou o SLAYER (ou o SLAYER te deixou). Isto já foi amplamente discutido pela mídia. Mas, para mim, como fã, esta é a oportunidade para falar sobre os primeiros tempos do SLAYER. O que você pode nos dizer sobre aqueles quatro jovens rapazes, Tomás, Kerry, Jeffrey e você próprio? O que você pode nos contar sobre aquele tempo quando vocês quatro se juntaram em um grupo para tocar?

Dave Lombardo: Sabe, eu não posso te dizer nada sobre isso porque se eu te disser algo sobre isso, todo mundo na mídia vai... eu prefiro não falar nada sobre algo como isso.

E você teve algum contato com Kerry ou Tom depois de 2012?

Dave Lombardo: Eu disse que não quero falar sobre isso.

E sobre os sons brasileiros, eu sempre pergunto isso para meus entrevistados, que bandas você conhece e o que acha delas, além do SEPULTURA, claro?

Dave Lombardo: Bem, obviamente tem o SEPULTURA e obviamente tem o ANGRA, mas eu amo a música brasileira. Eu não conheço nenhum artista em particular, mas eu amo os sons, eu amo as batidas, obviamente. Então é definitivamente uma coisa boa, tem uma vibe boa.

Bem, eu estive preocupado durante todo esse tempo porque você me disse que estava dirigindo e eu gostaria de terminar esta entrevista mas eu gostaria de te pedir por favor para deixar sua mensagem para todos os seus fãs brasileiros, a base de fãs do PHILM (que está crescendo), fãs do FANTOMAS, fãs do GRIP INC. e também para os fãs do SLAYER, especialmente para aqueles que vão comparecer ao seu show com o PHILM e, principalmente, para aqueles que vão ler esta entrevista no Whiplash.net ou vão ouvi-la no programa TAVERNA METAL ou na rádio XMERA. Você nos daria esta mensagem?

Dave Lombardo: Sim. O PHILM e eu mal podemos esperar para nos apresentar no Brasil. Eu estou realmente com muita vontade de trazer minha nova banda pra aí. Estou excitado. Estou honrado e estou feliz que o povo brasileiro esteja abraçando esta música e estou com vontade de vê-los todos.
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Fonte: Dave Lombardo: nada de Slayer, nada de Megadeth, só PHILM http://whiplash.net/materias/entrevistas/217142-davelombardo.html#ixzz3PS56Qdzd


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Impéria: qual a importância das mídias alternativas?


Flavius Deliberalli, baterista da banda de Rock IMPÉRIA, concedeu entrevista ao programa Independência ou Morte, que vai ao ar todos os sábados pela Radio Cult Fm. O músico falou sobre as influências musicais, a dificuldades de realizar shows em São Paulo, importância das mídias alternativas e web rádios no apoio aos artistas independentes no Brasil, reality shows como forma de atingir o grande público e muito mais!

Para audição completa da entrevista e das músicas “Alta Voltagem”, “Eu Sou o que Eu Sou”, acesse http://bit.ly/1wVLKGq

Links relacionados:
www.bandaimperia.com
www.facebook.com/bandaimperia
www.youtube.com/user/bandaimperia
www.twitter.com/bandaimperia
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Fonte: Island Press

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Agony: entrevista com o vocalista Jerônimo Pires

Jerônimo Pires traz consigo a palavra ‘dedicação’ como referência a uma de suas qualidades. Vocalista de uma das bandas mais antigas de Thrash Metal de nossa capital, Fortaleza, também faz trabalhos de informação ao cenário underground enquanto música –, mas os trabalhos com a AGONY e sua veia jornalística parecem não satisfazer o seu desejo pela qualidade à cena local, pois também segue em frente com outro projeto e, talvez, o que esteja mais lhe agradando atualmente, chamado ‘Black Massess'. Com a palavra, o ‘Workaholic’ do Metal cearense:

Carla Silvino

  
Rock – CE: Dezoito anos na estrada é um tempo bom para o amadurecimento de um cenário como o de Fortaleza. Como vive o seu orgulho sabendo que você faz parte da história desse crescimento?

Jerônimo Pires: Tenho orgulho de ver o crescimento do cenário musical Heavy em nossa cidade, temos hoje muitas bandas relativamente novas que fazem um trabalho soberbo em níveis de profissionalismo e organização. Apesar de a AGONY ter iniciado em 1996, houve uma pausa entre 2001 e 2006 aproximadamente, que foi quando fiz uma banda de Hard n' Heavy chamada METAL MESSIAH, mas em relação à AGONY a mesma apesar de tudo, sempre se tratou de uma banda descompromissada no que tange organização, tivemos momentos relevantes, mas nunca conseguimos ser consistentes no cenário. Porém tenho orgulho de estar ao lado de caras que considero irmãos por tanto tempo fazendo o que gostamos e de forma despojada e sem pressão, acredito que este é o grande espírito envolvido neste trabalho.

Rock – CE: Esse período que compreende 1996 era uma fase emergente para o Metal de Fortaleza que começou em 1994, praticamente. Foi quando começaram a surgir grandes eventos com nomes nacionais na capital cearense. Logicamente a banda fez muitas apresentações, quais foram as que tiveram mais destaque?

Jerônimo: Sem dúvida neste período houve um verdadeiro "Big Bang" em nossa cidade, foi quando tivemos uma eclosão absurda de bandas novas, novos espaços e bandas de fora tocando com uma boa periodicidade, me recordo que logo neste início, precisamente em 1997, fomos convidados para abrir o show das bandas TERRORZONE de Natal (RN) e MEGAHERTZ (PI), e particularmente eu achava esta turma os mestres do Thrash no Nordeste ao lado do AVALON (PI), inclusive eu possuía o split deles lançado pela Cogumelo Records em 89, gravado por estas duas últimas bandas oriundas de Teresina. Neste Período os shows eram logicamente desprovidos de recursos mais elaborados como iluminação, camarim, estrutura de palco como vemos um pouco melhor hoje em dia, mas destaco um marco importante para a banda que foi a sua participação no 1° Forcaos realizado em 1998 no Centro Cultural Dragão do Mar e também o lançamento do CD "Overcasting" da OBSKURE realizado em um ponto que se tornaria na época, um dos mais freqüentados pelos Bangers da cidade, no caso, o saudoso Casarão Cultural, que se localizava no centro. Claro que, dentre os shows que já tocamos eu destacaria os eventos em que fomos "Open Act" para algumas grandes bandas nacionais além das citadas anteriormente, como os com o: KORZUS, VIPER, ANDRALLS, HANGAR e, recentemente, as internacionais: ENFORCER e SKULL FIST.

Carla Silvino


Rock – CE: Ainda existe algum exemplar do primeiro registro, Breaking The Silence (1999)? Aonde foram gravadas as suas quatro faixas?

Jerônimo: Olha, honestamente eu não possuo este trabalho que apesar de ter seu valor e relevância no sentido documental, não me agrada musicalmente e esteticamente. Tudo era novo para mim, pois eu tinha findado uma banda de Heavy Metal a qual me agradava muito e de repente me encontrava sendo convidado para um trabalho "Thrash", a minha "vibe" sempre foi mais "Heavy" mesmo e, a princípio, eu recusei, pois não tinha interesse... mas como os caras eram e são ainda muito meus amigos – resolvi topar o esquema apesar de  meu estilo de cantar enveredasse na onda do "Thrash" de bandas como ANTHRAX, VIOLENCE, FORBIDDEN, OVERKILL que possuem vocais mais "clean" e agudos, percebia uma certa rejeição por parte de alguns bangers que curtiam mais o Thrash com vocais guturais, com mais drives e tal, embora eu nunca tenha me "rendido" às reclamações, continuei fazendo ao meu modo, o que julgo um diferencial. Mas voltemos à gravação, era muito cômica a situação, pois o "produtor", se é que podíamos chamar assim, nunca tinha trabalhado com bandas do estilo, ele fazia uma coisa e depois dizia que tinha se esquecido de como fez, fala sério hein? Eu queria fazer duas vozes em umas partes, só que não tinha a menor noção de como fazer, sem contar que estávamos perdidos musicalmente, pois cada um tinha um estilo para colocar no trabalho... resumindo, realmente a única faixa aproveitável para mim é a que até hoje tocamos chamada, "The Maniac" que teve sua continuação no trampo gravado em 2011 na faixa "Dead Man In A Dead World" onde o destino do algoz criado no início da banda é selado para sempre, porém nunca tinha revelado isso... nem para os caras da banda (risos), as outras faixas teriam que ter uma roupagem bem diferente do que tentamos fazer naquele período. Para finalizar este tópico fica a dica para as novas bandas: nunca façam trabalhos com produtores que nada conhecem sobre música pesada... Keep Out!

Rock – CE: Em 1999 a banda passou por um momento muito difícil que foi a morte do baterista Roudinele Prado. Ele chegou a compor material para a demo A Second Sign (2000)?

Jerônimo: Verdade, foi uma situação muito difícil mesmo, pensamos seriamente em terminar com a banda, mas neste período estávamos muito ligados ao pessoal da ACR (Associação Cultural do Rock) – tinha o Amaudson (N.R.: Ximenes, presidente da ACR e guitarrista do Obskure), o Ricardo, o Mario Vigia, o Ivo que é um grande irmão e algumas meninas que andavam conosco que nos deram muita força e incentivo, enfim, resolvemos continuar, mas não foi fácil, tínhamos feito um show na semana anterior ao ocorrido e o "Loiro" (Como chamávamos o Roudinele), alegou não suportar mais tocar por não estar se sentindo bem, tinha alegado estar com uma virose e evidentemente que concordamos e terminamos a apresentação sem executar todo o set... uma semana depois veio a notícia que o cara tinha falecido vitimado por meningite em um estágio que não dava mais para tratar. Muito lamentável pois ele tinha evoluído muito musicalmente desde que começou a tocar conosco, o show que fizemos no Dragão do Mar em 98 era a estréia dele na banda e dava pra perceber que o cara não tava seguro, porém se compararmos o desempenho dele neste que foi o seu último, foi notório seu desenvolvimento nas baquetas e isso certamente era reflexo de se fazer o que se gosta e gostar do que se estar fazendo, sem contar que o cara era uma pessoa formidável, não me restam dúvidas que ele ainda estaria conosco se não fosse por esta trágica fatalidade.

Rock – CE: Como surgiu o convite da entrada da banda para a coletânea Rock Soldiers Vol. 5?

Jerônimo: Neste período nossas redes sociais eram os correios e através de uma carta o idealizador do projeto: Marivan Ugoski fez o convite para participarmos desta empreitada. Foi um canal mais amplo de divulgação que tivemos, e em princípio não tínhamos referências sobre o significado de participar de coletâneas, particularmente gostaria de ter participado de mais algumas e também mais focadas no estilo em questão. Não tive muito retorno e as resenhas que vi em revistas foram muito superficiais, só vi uma em um blog que não me recordo mais, que inclusive foi o Mailson (SKIN RISK) que me mostrou e nesta o cara colocou o nosso trabalho "lá em cima", cotando como o melhor apresentado nesta edição. Das bandas lá presentes acho que as que mais curti foi o som Thrash do DOYKOD da Bahia e a banda Death CLAWN que acredito que sejam as únicas também na ativa.

Felipe Maia


Rock – CE: Depois disso a banda só veio registrar em 2011 com o lançamento de outra demo, Thrashers United. O título parece sugerir um apelo e a capa reforça esse pensamento. Pode comentar sobre essa composição?

Jerônimo: O título fala por si, a idéia andava martelando a minha cabeça e pensava também em como seria a concepção da capa, a qual tinha que transmitir algo inerente ao título. Pensei no início em um brasão lembrando a capa do "Blazon Stone" do RUNNING WILD, mas se eu fizesse isto estaria incorrendo ao erro do passado em aproximar o som da banda para algo mais "Heavy", o momento aqui é o que queríamos e deveríamos ter feito, ou seja, ser Thrash/Speed, então certo dia saí com alguns amigos e a Cecília, amiga de longas datas estava conosco e ela tem uma espécie de mural de logos de bandas de nosso cenário tatuados em suas costas, inclusive o nosso, foi aí que tive o "insight" para esta criação, uma curiosidade é que os backing vocals lembram um pouco a faixa "Thrash Metal" da banda NECROMORTEN, um fato curioso do qual faço questão de enfatizar como reforço em celebrar a união das bandas de nosso cenário que é o propósito e essência desta música e deste trabalho. A gravação ficou bem crua, pois foi basicamente gravada ao vivo, exceto os solos e a voz que foram posteriormente sobrepostos. A sonoridade apresentada neste trabalho traduziu o que sempre queríamos fazer e me deixou bastante satisfeito à exceção da afinação que neste trabalho ainda permaneceu em "Mi' e em nosso novo norteamento agora será meio tom abaixo em "Mi Bemol", fato que só entramos em consenso após a gravação.

Rock – CE: O elenco da banda mudou desde a gravação de Thrashers United?

Jerônimo: Apenas o baixista foi substituído. Na gravação estávamos com o Léo (ex-AGRESSIVE) no baixo e hoje estamos com o meu amigo e irmão Milson Feitosa que também toca comigo em um trabalho cover do MERCYFUL FATE além de recentemente ser efetivado nas quatro cordas da excelente banda Hard n' Heavy, FIRELINE do meu nobre amigo André "Guitar Master" Rodger.



Rock – CE: Projetos seus de diversas áreas da música como, esta banda tributo e também da comunicação, têm levado a AGONY a reduzir suas apresentações. Como está a difícil tarefa de priorizar a agenda?

Jerônimo: Carlos Vândalo escreveu certa vez: “Fazem necessário que não tenhamos nenhuma paz, porque a alma descansada não brilha jamais." é realmente isto que penso e vivo. Não me consigo ver parado ou sem estar focado em trabalhos que me dão prazer e rentabilidade (pena que no Metal este último substantivo não se enquadre), mas sempre estou com novas idéias, estudando, me renovando e me aprimorando. A BLACK MASSESS é um trabalho muito prazeroso e tentamos ser precursores no país como cover do Mercyful Fate, sempre estamos trazendo algo que enriqueça nossas apresentações, sou particularmente muito fã da obra de King Diamond como um todo, então as caracterizações, performances, apetrechos de palco... tudo é feito com muito cuidado e atenção aos detalhes. Já o trabalho na página ‘Blitz Metal’ que se iniciou como uma ‘Web Rádio’ e hoje está essencialmente no campo da informação, também me traz resultados prazerosos, pois vejo que as pessoas são carentes de informações consistentes, e o Metal precisa ter esta abordagem séria que vejo sendo feito pelo Clinger Carlos lá de Minas, que tem o programa ‘Heavy Metal On Line’ – tem também o Alex Chagas do selo ‘Black Legion Prod’, que sempre está fazendo algo consistente e pertinente para o fortalecimento do cenário Metal nacional. Um fator que muitas vezes me impossibilita de estar fazendo algo mais é o tempo que fica estrangulado, então as postagens em momentos diminuem, mas tento manter uma periodicidade para deixar o pessoal informado sobre novidades – tem as resenhas maravilhosas do Anderson Frota que colabora na pagina de forma muito rica e contundente. Acredito que muitas vezes as pessoas devem pensar: “este cara não tem o que fazer e passa o dia postando as fotos da Lady Evil, que é a Cleusa Ribeiro, uma amiga de Florianópolis e uma grande banger, dando bom dia, boa tarde e boa noite empunhando um grande clássico Heavy em suas mãos?” (risos), mas o que não sabem é que muitas delas são programadas numa noite de sábado ou em um domingo à tarde (risos). Mas enfim, a gente luta com as armas e recursos que temos à disposição, mas realmente o tempo é um inimigo que na maioria das vezes me faz ter que saber o que priorizar e o que colocar em segundo plano.

Daiana Carla


Rock – CE: O que você está achando da atenção que o Metal cearense está tendo na mídia especializada nacional? Cada vez mais grupos da capital, Fortaleza e fora dela, estão provando de reconhecimento por seus valores.

Jerônimo: Eu encaro isto com muita alegria, pois como disse anteriormente, o trabalho que o pessoal está fazendo aqui está ficando cada dia mais profissional e sem dúvida este reconhecimento e atenção que estão despertando na mídia é o reflexo disto. É o princípio da causa e efeito. As bandas estão fazendo um grande diferencial e existe um ótimo suporte feito por parte de competentes profissionais do ramo audiovisual que estão produzindo vídeo clipes e ensaios fotográficos primorosos dando um tom muito mais profissional ao trabalho das bandas em nossa cena.

Rock – CE: Deixe o seu recado aos fiéis seguidores da AGONY, muito obrigado pela entrevista.

Jerônimo: Agradeço aos amigos e todos que apreciam nosso trabalho musical que embora seja simples, mas não simplório, tenha conseguido sobreviver durante tanto tempo, mesmo com suas adversidades, em um cenário que na maioria das vezes foi tão instável e que, a meu ver, começa a ganhar seu melhor momento agora, tanto em relação ao público como também na qualidade de novas bandas e espaços mais atrativos que proporcionam um suporte adequado ao trabalho musical como um todo. Eu agradeço pelo espaço concedido, forte abraço e força!

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